Arquivo do Mês de Maio, 2011

«Contos de Fados» já está nas lojas!

Segunda-feira, 30 Maio, 2011

“Contos de Fados” é o título do novo álbum  de Aldina Duarte, que é editado hoje, em que a fadista desafiou  poetas a escreverem a partir de obras clássicas da literatura para melodias  tradicionais de fado. A par do lançamento, Aldina Duarte apresenta o  álbum em duas FNAC, na do Chiado pelas 18h30 e na do Colombo pelas 21h30.

Referindo-se à opção pelo universo musical do fado clássico, que caracteriza  todos os seus álbuns, a fadista e letrista afirmou: “não sei é como vou  sair daí”.

“O fado tradicional tem uma margem tão grande de improviso, seja melódico,  seja ritmíco, seja pela possibilidade de contar inúmeras histórias tão diferentes,  que é um encanto”, argumentou.

“Tenho algumas músicas originais mas que nunca ultrapassaram o meu gosto  pelas melodias tradicionais, apesar das originais serem muito válidas”,  acrescentou a fadista que se referiu à sua ligação com o fado tradicional  como “um caso de amor em que a paixão se reacende sempre”.

“Cuido dele diariamente, quer cantando na casa de fados, quer ouvindo discos, é um amor tão a sério que  acumula com a paixão que se reacende”.

Para a fadista o universo de 140 fados tradicionais é “um jogo de espelhos  que se pode levar até ao infinito”.

“O fado bailado (de Alfredo Marceneiro), por exemplo, basta contar outra  história ou alterar o tom, maior ou menor, e lá temos um fado completamente  novo e isso aplica-se a todos os outros tradicionais”, defendeu.

Neste álbum, apresentado como um livro, com prefácio (do editor Manuel  Valente), introdução (do musicólogo Rui Vieira Nery) e um poema de abertura  de Pedro Mexia, “A Balada do Café Triste” que é “uma síntese do disco”,  a fadista interpreta os fados Cigano, Pagem, Pedro Rodrigues, Cravo, Amora,  Manuel Maria Marques, Menor do Porto, Vento, Esmeraldinha, Alberto, Franklin  Godinho e João”

Os letristas escolhidos “são amigos”, o que para a intérprete facilita  a interpretação pelo conhecimento que têm de si. Aldina defende que se deve  cantar letras e não tanto poemas, pois a letra “adapta-se mais facilmente  à música que a ajuda também e é a linguagem de todos os dias”.

Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, José Mário Branco e José  Luís Gordo são os poetas que desafiou a escrever “pensando numa obra literária”,  além de uma letra de sua autoria, “Que Amor é Este?”, a partir do romance  “O Eterno Marido”, do russo Fiódor Dostoiévski que foi o primeiro escritor  estrangeiro que leu e como ninguém escreveu a partir dele, sentiu a “urgência  de o fazer”.

À Lusa, Aldina Duarte salientou que este quarto álbum é o primeiro em  que canta o “desamor”. “Nunca cantei o desamor, o vazio, como é o caso de  ‘Ainda Mais Triste’ é muito difícil cantar o vazio, uma mulher que  tem tudo para amar e não é capaz de amar”.

A fadista afirmou que este álbum “foi muito exigente em termos de interpretação”  e que a está a mudar, e citou o fado “À Espera de Redenção”, de M. de Freitas,  a partir da tragédia clássica “Medeia”, de Eurípedes.

“Como cantar a frieza de Medeia?”, interrogou.

Habitualmente acompanhada por José Manuel Neto (guitarra portuguesa)  e Carlos Manuel Proença (viola) a quem reconhece que “muito deve” e que  sem eles não seria a fadista que é hoje, Aldina Duarte neste CD além destes  dos dois músicos galardoados com o Prémio Amália, convidou para dois temas  o guitarrista Paulo Parreira e os violistas Miguel Ramos e Rogério Ferreira  que a acompanham na casa de fados e muitas vezes em concertos.

Comemorações do Dia de Portugal em Paris

Domingo, 29 Maio, 2011

A CML através da EGEAC EEM/Museu do Fado organizou uma programação em Paris com vista à promoção e divulgação do universo e cultura do Fado.

Estas celebrações do Dia de Portugal são feitas no âmbito da actual Candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

No dia 7 de Junho inaugura a exposição “Amália à Paris”. Comissariada por Bernardette
Caille é uma reposição parcial da exposição “Coração Independente” exposta no Museu
Berardo em 2009. No total são mais de 200 peças, entre fotografias, fatos de cena, vestidos de palco, capas de álbuns, artigos de revistas e jornais, posters de concertos e vídeos expostos no foyer do Théâtre de la Ville.

Paralelamente, os fadistas Carlos do Carmo e Ricardo Ribeiro vão visitar várias escolas onde ensinarão o fado “Lisboa Menina e Moça” aos alunos franceses. As escolas integradas neste programa são o Lycée Paul Bert, o Lycée Brassens, o Lycée Molière e o Lycée Monet.

Finalmente, no dia 10 de Junho o Théâtre de la Ville recebe um grande concerto com Carlos do Carmo, Cristina Branco, Camané, Carminho e Ricardo Ribeiro. O concerto encerra com “Lisboa, Menina e Moça”, entoado pelos artistas e pelos alunos das escolas participantes no projecto.

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«Purga» no Teatro Aberto

Sábado, 28 Maio, 2011

A estreia será no dia 30 de Junho pelas 21h30 na Sala Azul do Teatro Aberto. A peça estará em cena até dia 31 de Julho de 2011. Depois do sucesso de O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti, de Bertolt Brecht, João Lourenço encena Purga, de Sofi Oksanen. Esta peça é a primeira e até agora única, da autora finlandesa, tendo estreado em 2007 no Teatro Nacional de Helsínquia. Da peça resultou o terceiro romance da autora, Purga (2008), que depressa a consagrou como uma das grandes escritoras da actualidade. O espectáculo marca o regresso ao palco do Teatro Aberto da actriz Irene Cruz, num dos papéis mais desafiantes e estimulantes da sua carreira. Sinopse Estónia, 1992, pouco depois de o país se ter libertado do domínio soviético e reconquistado a sua independência. Aliide, uma mulher de idade, que vive sozinha no campo, acolhe Zara, uma jovem fugitiva, vítima de uma rede de prostituição. Neste encontro, revela-se a história dramática de uma família, mas também a história de um grande amor, vivida num tempo de opressão e medo. Construída como uma narrativa a várias vozes, que mistura passado e presente, Purga impressiona pelas histórias emocionantes que conta e pela vontade indomável de viver das suas personagens.

FICHA ARTÍSTICA Versão João Lourenço | Vera San Payo de Lemos Dramaturgia Vera San Payo de Lemos Encenação e realização vídeo João Lourenço Cenário António Casimiro | João Lourenço Figurinos Lídia Lemos Supervisão audiovisual Nuno Neves Luz Melim Teixeira Apoio ao movimento Cláudia Nóvoa Com Alberto Quaresma | Ana Guiomar | Carlos Malvarez | Hugo Bettencourt | Irene Cruz | Patrícia André | Rui Neto

ESPECTÁCULOS 4ª a Sábado às 21h30 Domingo às 16h M/16 HORÁRIO Diariamente das 14 às 22h00

Professor russo compõe ópera inspirada no fado de Coimbra

Quarta-feira, 25 Maio, 2011

A ópera “Evgueni Zavoiskii ou a Época da Ressonância Paradoxal”, inspirada no fado de Coimbra, estreou na quinta-feira à noite na cidade de Kazan, capital da Tartária, república da Federação da Rússia.

A obra musical foi composta por Nikolai Silkin, professor de electrotecnia quântica e radioespetrologia da Universade de Kazan.

A ópera começa ao som do “Fado fadinho” interpretado por Lolita Torres, mas toda a obra é composta tendo a canção tradicional portuguesa como modelo.

Eduard Treskin, Artista do Povo da Rússia e encenador da obra, afirmou, em declarações à agência Tatar-inform, que “Kazan pode transformar-se num dos centros da ópera-fado, porque aqui está concentrado um riquíssimo folclore de cientistas e estudantes”.

O texto da ópera foi escrito com base no folclore de estudantes e professores de universidades russas como as de Moscovo, Kazan e São Petersburgo e a sua inspiração na tradição coimbrã tem a ver com o facto da cidade portuguesa ter também um importante centro universitário.

O compositor Nikolai Silkin revela que o inspirador da sua obra foi o cientista Evgueni Zavoiskii, o descobridor do fenómeno da ressonância paramagnética eletrónica, um dos criadores da bomba atómica soviética e criador do transformador eletro-ótico.

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“Contos de Fados” o novo disco de Aldina Duarte

Segunda-feira, 23 Maio, 2011

Livros vertidos para fados tradicionais. Assim se pode resumir o quarto álbum de Aldina Duarte, intitulado “Contos de Fados”.

Tudo começou, precisamente, pelo título, segundo contou a fadista ao Ípsilon: “A partir desse nome lembrei-me de pedir a todas as pessoas que escreveram para o disco que o fizessem a partir de obras literárias à sua escolha”. E foi isto. Nem mais uma indicação nos recados entregues a Manuela de Freitas, José Mário Branco, Maria do Rosário Pedreira, José Luís Gordo e à própria Aldina. Literatura portuguesa ou estrangeira, de qualquer estilo, poemas, romances, novelas, crónicas, tudo valia como fonte de inspiração.

Vai daí, Aldina escreveu a partir de “O Eterno Marido”, de Dostoiévski, José Mário Branco pegou na história de “A Bela Adormecida” e num conto de Hermann Hesse (letra e música, neste caso), Manuela de Freitas inspirou-se em três peças de teatro – entre as quais “Um Eléctrico Chamado Desejo”, de Tennessee Williams – e Maria do Rosário Pedreira escreveu a partir do mito de Orfeu e Eurídice, entre outros temas. Para Aldina, o resultado final acaba por aproximar “Contos de Fados” do “conceito de livro de bolso”, incluindo um prefácio, uma introdução e um poema de abertura de Pedro Mexia “que resume a história do disco”. Nas palavras da fadista, o álbum pode ser descrito como “uma espécie de luta entre o amor e o desamor”, começando “violentíssimo” mas terminando “de uma maneira bonita”.

Como sempre tem acontecido nos álbuns de Aldina Duarte, a guitarra portuguesa está a cargo de José Manuel Neto e a viola nas mãos de Carlos Manuel Proença. Ainda assim, espaço para participações especiais de Rogério Ferreira, Paulo Parreira e Miguel Ramos, colaboradores da fadista em concerto e no Senhor Vinho.

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Botelho filma nova geração de fado

Quinta-feira, 19 Maio, 2011

Das noites a ouvir os mais jovens fadistas na ‘Mesa de Frades’ até chamar Carminho para o seu ‘Filme do Desassossego’ ou filmar os seus telediscos foi um passo.

‘Fecho os Olhos, Vejo a Noite’ é o novo projecto do cineasta, uma ficção musical “onde tudo o que é dito é cantado”. E cantado pelos novos talentos do fado. Carminho, Camané, Hélder Moutinho, Raquel Tavares, Ricardo Ribeiro estão entre os cerca de 50 artistas que vão desfilar num filme com uma história curiosa: “O Camané vai ser o pai da Carminho, que gosta de uma pessoa, que gosta de outra, que gosta de outra”, antecipou ao CM o realizador.

E a mãe? “Maria de Medeiros. É a ex-mulher do Camané que regressa a Portugal vinda de França.” E canta? “Em francês”, ri-se o cineasta, que pretende começar a filmar no fim do ano. O projecto será produzido pela Ar de Filmes, a mesma do ‘Filme do Desassossego’, e está agora no Instituto do Cinema e Audiovisual a aguardar apoio.

O timing do filme não é aleatório. “Tem a ver com a recente candidatura do fado a património mundial” feita à UNESCO, enquadra Botelho. “É a minha vingança contra o Carlos Saura”, ironiza, deixando a crítica ao documentário ‘Fados’, que o espanhol assinou em 2007 e que muito dividiu os amantes deste género musical.

Ainda este mês, Botelho volta ao fado. ‘Carminho por João Botelho’ vai ser um “DVD em directo” que a fadista apresentará no Lux, em Lisboa, no dia 27, às 22h30.

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Cristina Nóbrega e a digressão «Retratos»

Quinta-feira, 19 Maio, 2011


Prémio Amália – Artista Revelação 2009

O novo espectáculo ‘Alma de Fado’ surpreenderá pela voz única de Cristina Nóbrega e por um espectáculo de imagens e sons da nossa Lisboa.

Cristina Nóbrega será acompanhada pelos músicos José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira na viola de fado, Paulo Paz no contrabaixo e Luís Pedro na percussão.

19 Maio – Teatro Gil Vicente (Coimbra)
28 Maio – CAE São Mamede (Guimarães)
10 Junho – Catedral de Cartago
11 Junho – Centro Cultural de Djerba
17 Junho – Pavilhão do Arade (Portimão), com Orquestra do Algarve
21 Junho – Casa da Música (Porto)

*Todas as terças e sextas Cristina Nóbrega canta no Clube de Fado (Lisboa)*

Festas de Lisboa celebram fado

Quarta-feira, 18 Maio, 2011

Apresentada esta terça-feira no Cinema S. Jorge, a programação deste ano inclui várias novidades como mostras de artesanato e gastronomia um pouco por toda a cidade, a aposta na inclusão social, com informações em braile, e até uma roda gigante na zona de Belém.
As Festas de Lisboa vão celebrar a candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade. Apresentada esta terça-feira no Cinema S. Jorge, a programação deste ano inclui várias novidades como mostras de artesanato e gastronomia um pouco por toda a cidade, a aposta na inclusão social, com informações em braile, e até uma roda gigante na zona de Belém.

“A linha do fado vai passar por toda a programação das festas”, revelou Miguel Honrado, da EGEAC, organizadora do evento.

O fado vai ser levado a locais tão improváveis como o Chapitô ou a Fábrica do Braço de Prata, para que chegue a novos públicos e abra novos horizontes à música portuguesa.

Também nas Marchas o fado vai estar presente, estando representado tanto no Pavilhão Atlântico (3,4 e 5 de Junho), como no já tradicional desfile na Avenida da Liberdade na noite do dia 12.

Este ano, a abertura do desfile vai estar a cargo de uma marcha de Marrocos, cumprindo a tradição da apresentação de um cortejo proveniente de outro país.

Tendo como grande novidade a inclusão social, a organização do evento começou por mostrar essa iniciativa logo na apresentação do programa das festas: ao lado de Miguel Honrado e da vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Catarina Vaz Pinto, estava um intérprete de linguagem gestual que traduziu os discursos para os presentes.

E como não poderia deixar de ser, a sardinha é a imagem de marca das Festas de Lisboa. Este ano como uma particularidade. O desafio ‘Queremos a tua sardinha!’ foi lançado e chegaram à organização 2800 sardinhas coloridas, que demonstraram a criatividade dos concorrentes. À final chegaram 15. Um cardume original, que dá ainda mais cor às festas da capital.

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Já está nas Lojas!

Segunda-feira, 16 Maio, 2011

A nova voz revelação do Fado é apresentada pela mão do músico e produtor conceituado Jorge Fernando. Fábia Rebordão é uma jovem de 26 anos com um talento vocal deslumbrante. A sua carreira começou nas casas de fado. Mais tarde, Filipe La Féria descobriu a voz da jovem e convidou-a a integrar o elenco do musical “My Fair Lady”.

Desde então Fábia tem continuado o seu percurso na música, apresentando este ano o seu álbum de estreia – “A Oitava Cor”. Produzido por Jorge Fernando, este primeiro disco conta com a participação, em dueto, da cantora Lura e Celeste Rodrigues, irmã mais nova de Amália.

A autoria dos temas do disco são em grande parte, da própria Fábia Rebordão e de Jorge Fernando.

O tema que dá nome ao álbum “A Oitava Cor” é o single de apresentação.