Arquivo do Mês de Abril, 2011

A digressão de Marco Rodrigues

Sábado, 30 Abril, 2011

Compositor de “Amália, o Filme” nomeado para prémio

Sexta-feira, 29 Abril, 2011

Nuno Malo, compositor da música de “Amália, O Filme”, é um dos nomeados para o Prémio Compositor Revelação do Ano 2011 dos Gold Spirit Awards, anunciou hoje, quinta-feira, a editora do músico.

O compositor português é um dos seis nomeados para aquele prémio, que é anunciado durante a 7.ª edição do Festival Internacional de Música e Cinema de Ubeda, a decorrer de 18 a 24 de Julho nesta cidade espanhola.

Nuno Malo – que venceu recentemente o prémio de Compositor Revelação do Ano da Associação dos Críticos de Música de Filmes, com sede em Los Angeles – integra uma lista de seis nomeados, que inclui os Daft Punk, duo francês de música eletrónica, o compositor espanhol Arnau Batallier, os norte-americanos Trent Reznor e Matthew Margeson, o turco Pinar Toprak e Matthew Margeson.

Os Gold Spirit Awards foram instituídos em 2001 pelo sítio BSOSpirit, um sítio da Internet espanhol vocacionado para fãs de cinema e de composições para cinema destinados a reconhecer a importância da música na cinematografia.

Fonte

Ana Moura e a Discografia Completa

Quinta-feira, 28 Abril, 2011

A discografia completa de Ana Moura está agora reunida numa Box (Universal Music, 2011).

Os grandes fãs ou aqueles que a descobriram recentemente e não têm ainda todos os seus discos têm aqui uma oportunidade única de obter os multi-galardoados “Aconteceu”, “Guarda-me a Vida na Mão”, “Para Além da Saudade”, “Leva-me aos Fados” e o DVD “Ao Vivo no Coliseu”, a um preço magnífico (19,99€).

Novas Datas de «Retratos»

Terça-feira, 26 Abril, 2011

Prémio Amália – Artista Revelação 2009

CRISTINA NÓBREGA

APRESENTAÇÃO DE ‘RETRATOS’ AO VIVO

O novo espectáculo ‘Alma de Fado’ surpreenderá pela voz única de Cristina Nóbrega e por um espectáculo de imagens e sons da nossa Lisboa.

Cristina Nóbrega será acompanhada pelos músicos José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira na viola de fado, Paulo Paz no contrabaixo e Luís Pedro na percussão.
27 Abril – Fnac Chiado
28 Abril Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)
29 Abril – Fnac C.C. Colombo
05 Maio – Cairo
19 Maio – Teatro Gil Vicente (Coimbra)
28 Maio – CAE São Mamede (Guimarães)
10 Junho – Catedral de Cartago
11 Junho – Centro Cultural de Djerba
17 Junho – Pavilhão do Arade (Portimão), com Orquestra do Algarve
21 Junho – Casa da Música (Porto)

*Todas as terças e sextas Cristina Nóbrega canta no Clube de Fado (Lisboa)*

Já nas lojas!

Terça-feira, 26 Abril, 2011

Amália e a “era Coquatrix” do Olympia
Em 1954, Bruno Coquatrix (1910-1979) transforma a sala do Olympia, inaugurada em 1893, no “music-hall” parisiense mais importante e num dos mais famosos do mundo.
Logo na noite de reabertura apresenta-se Gilbert Bécaud que, ainda hoje, mantém o record de 33 presenças neste palco. O ano de 1954 é também marcado pela estreia de Juliette Gréco, o seguinte pela de Edith Piaf e 1956 pela primeira aparição de Amália e de Charles Aznavour. Em 1958, Coquatrix traz ao seu Olympia Duke Ellington e Billie Holiday; e em 1960 Ray Charles, Miles Davis, Ella Fitzgerald e Judy Garland. Jacques Brel chega em 1961. O cantor belga iniciaria nesta sala, cinco anos mais tarde, o seu comovente adeus aos palcos. Frank Sinatra e Marlene Dietrich desfilam na formidável temporada de 1962, que apresenta também Louis Armstrong e o último recital da Piaf.
O Olympia é ainda cenário, em Janeiro de 1964, dos míticos concertos dos Beatles na capital francesa e, em Abril do ano seguinte, dos Rolling Stones. Em 1966, Bob Dylan; 1967, Oum Kalsoum; 1968, Nina Simone, Yves Montand e Elis Regina; 1969, Barbara, Janis Joplin e Liza Minnelli…
Estes nomes, alguns que acompanharam o de Amália nas “temporadas Coquatrix” do Olympia, fazem-nos perceber a importância que a estreia nesta sala teve na sua carreira. Do Olympia parti para o mundo! – diria mais tarde. É certo que Amália já tinha feito longas séries de espectáculos em Nova Iorque (1952, 1953 e 1954) ou no México (1953), para não falar nas constantes idas ao Brasil desde 1944, mas foi Paris que a transformou na vedeta internacional que viria a ser.
Nesse Abril de 1956, Amália apresenta-se ao mundo culto e sofisticado da Europa dos anos cinquenta habituado ao superlativo, fosse ele um concerto do Sinatra ou uma Norma com a Callas… um mundo que renascia das cinzas de 1945 com toda a esperança que a prosperidade do pós-guerra permitiu, mas com o gosto refinado, a joie de vivre e a inocência de uma belle époque perdida. Uns anos cinquenta que se queriam um “pequeno-século XVIII” no milénio que foi o século XX.
Foi este público que a arte e a coragem de Amália tocaram tão profundamente. E digo coragem porque Amália mostrou-se a esta plateia, tão rigorosa e exigente, com uma arte única e arriscada, sem orquestrações ou coreografias, sem “muletas”.
Apenas uma guitarra e uma viola. Apenas a voz e o negro. Negro no vestir, no cabelo, no olhar. Sempre estática – o microfone fixo ainda o permitia –, cantava de olhos cerrados, a castigar com as mãos o xaile. E, apesar dos tons altíssimos, conservava
sempre os harmónicos e o grão de uma voz grave e segredante.
Para este público eram novos estes sons. Os do fado e os da guitarra portuguesa, mas sobretudo o dessa voz portadora de todas as sensações humanas. O êxito é estrondoso. No final da primeira série de apresentações é imediatamente convidada para o espectáculo seguinte, proeza inédita no Olympia. O êxito será ainda maior! Em Janeiro é já cabeça de cartaz. As críticas falam da tragédia mediterrânica feita mulher, falam da estranheza da voz e da sua inexplicável beleza.
A partir destas actuações, falar de Amália é falar de uma das maiores e mais aclamadas cantoras do século.
Estamos em 1956. Quase não há portugueses em França. Muito poucos na sala compreendem as palavras que canta. A magia é puramente musical e pessoal. Amália voltará ao Olympia com frequência até ao final da sua carreira,
conquistando ao mesmo tempo outras salas da capital francesa e do mundo.
Este disco, gravado nessas noites de 1956, traz-nos o eco da conquista extraordinária feita por Amália em Paris.
Muitos concertos, salas e repertórios viria a conhecer Amália, mas seria este para sempre o seu “primeiro Olympia”.
Frederico Santiago

A Estrela da Tarde «Os Câmara»

Segunda-feira, 25 Abril, 2011

Vitorino no 25 de Abril

Sexta-feira, 22 Abril, 2011

Maria Armanda é «A Estrela da Tarde»

Segunda-feira, 18 Abril, 2011

Ana Moura esgota coliseu e dá novo ritmo ao fado

Domingo, 17 Abril, 2011

De voz rouca inconfundível e uma sensualidade única em palco, Ana Moura deu na noite de sábado uma nova cor do fado. Vestida de negro mas longe do semblante carregado da música de alma portuguesa, a fadista deslumbrou o Coliseu dos Recreios, em Lisboa, ao cantar velhos e novos êxitos acompanhada pela orquestra alemã Frankfurt Radio Bigband.
Ana Moura entrou sozinha no palco do coliseu. Com a cidade de Lisboa como pano de fundo, entoou à capela ‘Fado Marceneiro’, para uma plateia esgotada, de quem arrancou o primeiro grande aplauso de uma noite que prometia ser arrepiante.

As luzes acenderam-se, e já com os guitarristas em palco, a fadista de 31 anos pôde ver os rostos de quem a assistia. De jeito tímido e humilde, a cantora não escondeu nas primeiras palavras a sua essência de fadista. “Muito boa noite, coliseu. Tanta gente! Podem apagar as luzes? Que assim sinto-me mais confortável”, brincou.

Apenas ao sexto fado, e com um público expectante pela entrada da prometida orquestra, eis que chega uma das surpresas da noite: Carlos do Carmo ou “uma das vozes mais bonitas do Mundo”, como Ana Moura preferiu apresentá-lo. Em dueto, cantaram ‘Olhos Garotos’. Depois, o fadista comprovou que a nova geração do fado veio para ficar. “No tempo alto da Amália, os jornalistas perguntavam-me se eu achava que o fado ia acabar. Hoje, com as novas vozes, desistiram de perguntar”, confidenciou.

Ainda com um pano preto a tapar metade do palco, Ana Moura cantou, finalmente, um dos seus mais aclamados fados. O início de ‘Os Búzios’ ficou a cargo do público, que não se coibiu de acompanhar a cantora a cada acorde.

O negro deu então lugar a cores vibrantes e a sons nada tradicionais. Às letras de saudade e amores perdidos juntaram-se os ritmos da orquestra numa mistura de jazz e guitarra portuguesa, que fizeram saltar à vista de todos o swing e a sensualidade da fadista.

Provas mais do que dadas da sua versatilidade, Ana Moura mostrou-se confiante e segura perante um público que estranhou mas que depois entranhou os novos acordes que a cantora conferiu ao fado.

Ao recordar Amália Rodrigues, a artista entusiasmou a plateia com ‘Vou Dar de Beber à Dor’, numa interpretação em que não foi esquecido o gesto de mãos característico da fadista portuguesa.

O momento alto da noite foi o mexido ‘Fado da Procura’ que encontrou na Frankfurt Radio Bigband a mistura de ritmos mais perfeita do espectáculo.

Ana Moura despediu-se do Coliseu dos Recreios ao cantar com o público ‘Leva-me aos Fados’, canção que também dá nome ao seu último disco. Já com a plateia de pé, a aplaudi-la entusiasticamente, o concertou findou como começou: à capela. Mas, desta vez, pela voz de uma criança, que ofereceu um ramo de flores à fadista, e que cantou: “Leva-me aos fados, que eu vou perder-me nas velhas quadras que parecem conhecer-me.”

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