Arquivo do Mês de Março, 2011
França distingue Mísia com o grau de Oficial da Ordem das Artes e Letras
Terça-feira, 29 Março, 2011A França entrega na quarta-feira a Ordem das Artes e Letras (grau oficial) à cantora portuguesa Mísia, que considera uma “excelente intérprete”.
“Com esta distinção, a França pretende homenagear esta excelente intérprete que contribuiu com uma sonoridade própria para o reconhecimento do Fado dos nossos dias”, afirma uma nota da embaixada francesa em Lisboa.
A intérprete de “Garras dos Sentidos” recebeu, em 2004, na Embaixada portuguesa em Paris, o grau de Cavaleiro desta mesma ordem honorífica, cujas insígnias foram entregues pelo ministro da Cultura francês, Jean-Jacques Aillagon.
Facebook apoia candidatura do Fado
Segunda-feira, 28 Março, 2011«Vamos dar vida à maior comunidade portuguesa no Facebook e incentivar a Candidatura do Fado a Património Mundial da UNESCO»
É o mote lançado pelo novo grupo do Facebook.
New York Times destaca novas vozes portuguesas
Segunda-feira, 28 Março, 2011O New York Times publica hoje um artigo sobre fado, destacando a fadista Ana Moura e noticiando que vai realizar, no Verão, uma digressão na América do Norte.
Sob o título “Gravando um arrojado destino para o Fado”, o jornal começa por escrever que no início era Amália Rodrigues, destacando a carreira da antiga diva do fado, para passar à análise da última década e à “explosão de novas vozes”, a maioria das quais femininas, na interpretação deste género musical.
Falando em renovação, num estilo resistente à mudança, o jornal refere o chamado “novo fado”, catapultado para os palcos no século XXI e abrindo um espaço para corajosas experiências com o repertório, instrumentação e formas de cantar.
“Fora de Portugal, a fadista que mais se evidenciou no último ano foi Ana Moura, cujo contralto chamou a atenção dos Rolling Stones e de Prince”, lê-se na edição on-line.
O jornal faz referência ao CD “Coliseu”, acrescentando que, em Portugal, Ana Moura é uma das novas vozes que fazem parte de um grupo que inclui Mísia, Mariza, Mafalda Arnauth, Dulce Pontes, Cristina Branco, Joana Amendoeira, Raquel Tavares, Yolanda Soares e Kátia Guerreiro.
Cristina Branco no S. Luiz
Domingo, 27 Março, 2011António Vasco Moraes é «A Estrela da Tarde»
Domingo, 27 Março, 2011Ricardo Rocha no Maria Matos
Sábado, 26 Março, 2011O guitarrista actua no dia 29 de Março no teatro lisboeta, às 22.00, num espectáculo em que reúne todas as 17 composições originais da sua obra a solo.
Um dos grandes executantes contemporâneos da guitarra portuguesa, Ricardo Rocha, apresenta no Teatro Maria Matos (Lisboa) o espectáculo intitulado ‘Luminismo’, uma recapitulação da sua carreira em nome próprio, que remonta a ‘Voluptuária’, de 2003.
Nascido em 1974, o guitarrista é neto de Fontes Rocha, histórico do fado ao lado de Amália e mestre da guitarra portuguesa. Trilhando um caminho na música que já lhe valeu comparações a Carlos Paredes ou Pedro Caldeira Cabral, Ricardo Rocha, apesar de já ter manifestado a sua relutância em relação a uma carreira na música (e lamentado as “limitações” da guitarra em termos sonoros), revelou-se um dos grandes compositores e intérpretes da guitarra portuguesa.
No dia 28 de Março, o guitarrista vai oferecer um raro panorama sobre a sua singular carreira, às 22 horas. Os bilhetes custam 12 euros, ou 6 euros para estudantes ou crianças.
Fado na AidGlobal
Sexta-feira, 25 Março, 2011O Fado no Grand Hall Ségur, sede da UNESCO em Paris
Quinta-feira, 24 Março, 2011Exposição Itinerante
O Fado no Grand Hall Ségur, sede da UNESCO em Paris
A Câmara Municipal de Lisboa através da EGEAC / Museu do Fado promove a partir do próximo dia 28 de Março, na sede da UNESCO em Paris, a exposição “Fado”.
Produzida pelo Museu do Fado, esta exposição ilustra a história do fado desde a sua génese à actualidade, integrando uma iconografia muito rica – partituras, cartazes, periódicos, fotografias – ilustrando os principais meios de consagração e mediatização da canção urbana de Lisboa – desde o teatro de Revista, a gravação discográfica, a emissão radiofónica, o cinema, a televisão até à internacionalização nos grandes palcos do mundo e a crescente afirmação do fado nos circuitos da world music.
Entre os objectos em exposição encontram-se o vestido utilizado por Amália Rodrigues no concerto no Olympia em 1967, os poemas originais dos repertórios de Alfredo Marceneiro e Frutuoso França, discos de 78 rpm de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha e Armandinho, a guitarra portuguesa de Jaime Santos, o prémio Goya recebido por Carlos do Carmo em 2008 e o troféu da BBC atribuído a Mariza em 2003.
Os textos da exposição apresentam-se em português, inglês e francês. O recurso a meios audiovisuais está também previsto ao longo do circuito expositivo que integra projecções de filmes e documentários facultando ainda a possibilidade de audição de diferentes registos áudio.
Cuca Roseta “Dar aos outros o melhor de mim”
Quinta-feira, 24 Março, 2011É a mais recente descoberta do fado: aos 29 anos, Cuca Roseta apresentou ontem, no Jardim de Belém, o seu primeiro disco, homónimo
“Dar aos outros o melhor de mim”
É a mais recente descoberta do fado: aos 29 anos, Cuca Roseta apresentou ontem, no Jardim de Belém, o seu primeiro disco, homónimo
Correio da Manhã – Pertenceu aos Toranja, banda de Tiago Bettencourt, mas acabou por abandoná-la. Já existia a paixão pelo fado?
Cuca Roseta – Cantava nos Toranja como hóbi. Concorri a um concurso de fados com uns amigos e foi quando me apercebi de que gosto mais de cantar esta música, que conhecia apenas de ouvir nas casas de fado. A partir daí, saí dos Toranja e passei a dedicar-me ao fado. E fui sempre evoluindo.
– Não se vê a deixar o fado e a partir para outro género musical?
– Nem pensar. Adoro música de todo o género mas não faria delas a minha vida. Só do fado.
– O que é o fado para si?
– Fado é a verdade de cada pessoa. Há sempre uma verdade das emoções transmitida pela voz.
– Amália ou Mariza?
– Amália, sem dúvida.
– Sente que se distingue dos outros fadistas que pertencem a esta nova geração que tem vindo a emergir?
– Sinto que tenho algo que me distingue. Como o fado é a verdade, não há nenhum fadista igual. Todos podem trazer algo de maravilhoso e diferente porque somos todos iguais, temos todos uma alma, mas somos, também, todos diferentes.
– Por ter sido um argentino (Gustavo Santaolalla) a descobri-la, acha que o fado está a ganhar força lá fora?
– Muita. O fado está a conquistar o Mundo. Vê-se pela Mariza, pela Cristina Branco. Embora o fado seja português, na Argentina existe o tango. A linguagem é muito parecida e o Gustavo entendeu muito bem a sua emoção. “Só tens de ser tu própria. Aí já há alguma coisa de novo”, era o que ele dizia.
– Baseando-me na ‘Rua do Capelão’, tem o destino marcado? Sabe o que será o futuro?
– O meu destino é aquilo que eu dizia: cumprir a minha missão enquanto ser humano, dar aos outros o melhor de mim, o que me foi dado como um dom, da melhor forma possível.
PERFIL
Isabel (Cuca) Roseta tem 29 anos, é formada em Psicologia e vive em S. João do Estoril. Estreou-se no fado pela mão de João Braga e foi uma das fadistas convidadas para cantar para Bento XVI na sua passagem por Lisboa.









