Arquivo do Mês de Dezembro, 2010

«Com que Voz» no Cinema

Quinta-feira, 30 Dezembro, 2010

“Com que Voz” é também um retrato social e politico de Portugal nas décadas de 60 e 70 do século passado para além da história da estreita relação artística entre Amália Rodrigues e Alain Oulman.

Alain Oulman nasce em Lisboa em 1928 no seio de uma família judaica tradicional de origem francesa.
Era um apaixonado por livros, por música e por Amália Rodrigues, com quem colaborou de uma forma duradoura e muito próxima.

Perseguido pelo regime de Salazar e mais tarde exilado em França, Alain Oulman foi um dos grandes responsáveis por trazer para a música de Amália nomes grandes da literatura como Luis de Camões, Alexandre O’Neill, Pedro Homem de Melo ou David Mourão Ferreira.
Oulman parece ter vivido várias existências – todas elas brilhantes – que neste filme que Nicholas Oulman realiza, nos permite finalmente conhecer.

O recentemente reeditado álbum de Amália Rodrigues “Com que Voz” foi o primeiro disco em que a composição dos temas era exclusivamente assinada por Oulman.
Gravado em apenas duas noites, o álbum foi editado pela primeira vez em Janeiro de 1970.
Quarenta e um ano depois chega o documentário que nos conta esses tempos dourados de Amália e do compositor que transformou a forma como ela cantava o fado.

A película foi galardoada com o prémio de Melhor Filme Documentário de Longa Metragem no Doc Lisboa 2009.

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Carlos do Carmo no S. Luíz

Quarta-feira, 29 Dezembro, 2010

Este não é mais um concerto de Carlos do Carmo. São 2 datas no palco do Teatro S. Luiz, entre os dias 11 e 12 de Fevereiro de 2011.  É a devida homenagem do fadista aos músicos, alicerces da sua carreira de 48 anos. Numa viagem pelos temas da sua vida, Carlos do Carmo faz-se acompanhar por um firmado grupo de guitarristas, Ricardo Rocha, José Manuel Neto, Carlos Manuel Proença, José Maria Nóbrega e Fernando Araújo, mas também por músicos de ‘outras músicas’, tais como o Carlos Bica, António Victorino d´Almeida, António Serrano e a Sinfonietta de Lisboa, dirigida por Vasco Pearce de Azevedo.

Os arranjos de orquestra são de Bernardo Sassetti, Pedro Moreira, Vasco Pearce de Azevedo e António Victorino d´Almeida.

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Carlos do Carmo & Sasseti já são Ouro!

Terça-feira, 28 Dezembro, 2010

O álbum que junta Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti é Disco de Ouro. Pouco mais de um mês após a sua edição (15 de Novembro), o registo atinge a marca distinta.

«Carlos do Carmo encontrou alguém que entende a sua voz na perfeição, ou como diria Sassetti, que o sabe escutar. E este por sua vez – e é o próprio a reconhecê-lo também – encontrou uma voz que se ajusta com requinte às notas que vai extraindo do seu piano.»Vitor Belanciano, Ípsilon (Público)

«O disco não é fado nem é jazz. É um objeto musical indefinível composto por versões das grandes canções da vida de Carlos do Carmo. A Sassetti coube a tarefa de as distanciar dos originais.»Alexandra Carita, Actual (Expresso)

«Resulta num objeto precioso, daqueles em que a música se celebra porque sim»Rui Miguel Abreu, Blitz

«Não há fado jazzístico, nem jazz afadistado. Até porque ambos os músicos recusam rótulos (…) aqui encontram-se duas das mais fortes personalidades musicais portuguesas».Manuel Halpern, Visão

Os media renderam-se ao disco. Presença em capas de jornais, telejornais, rádios, sites de informação e blogues, traduzem a importância que o disco tem. O público elevou o disco ao estatuto de Ouro. Este é o trajeto de um dos discos mais falados do momento. Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti juntos em estúdio para gravar temas do imaginário popular português, mas também francês e hispânico.

Aos temas intemporais de Fausto, Sérgio Godinho, Jacques Brel, entre outros, juntam-se também dois inéditos, sendo «Retrato» da autoria de Bernardo Sassetti e poema de Mário Cláudio.

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Zambujo entre os melhores da «Songlines»

Segunda-feira, 27 Dezembro, 2010

O mais recente álbum de António Zambujo, “Guia”, foi considerado um dos dez melhores na área de “world music” do ano pela revista britânica Songlines.

Esta é a segunda vez que um disco de Zambujo, distinguido em 2006 com o Prémio Amália Rodrigues Melhor Fadista, é colocado entre os 10 melhores pela Songlines.

No ano passado “Outro sentido” integrou também o top 10 da revista.

A tabela é liderada por Femi Kuti com o álbum “Africa for África”, e integra entre outros, CacCi Vorba, Hot Club Of Cowtown, Wu Man & Kronos Quartet e Huun Huur Tu.

“Alguns dizem que o Fado nasceu no Brasil. Se esta assumpção estiver correta, então ‘Guia’, de António Zambujo, pode muito bem ser saudado como o substituto para o laço perdido entre estes dois mundos culturais”, escreve a Songlines.

“Charmoso e delicado, cada palavra é cantada como se a mulher mais bonita do mundo fosse o único espetador de Zambujo”, afirma a revista.

O álbum de António Zambujo, editado em abril, surge com uma sonoridade mais sofisticada, apurada e minimalista, refletindo cruzamentos musicais “mas partindo sempre do fado”, disse na altura o músico à Lusa.

Editado pela Hamonia Mundi, que já distribuía internacionalmente os trabalhos do artista, o CD é constituído por 14 temas, 11 deles originais, assinando Zambujo três composições.

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Jerónimo Caracol é «A Estrela da Tarde»

Domingo, 26 Dezembro, 2010

Jerónimo Jorge Parola Caracol nasceu em 1959, no Lugar de Casaínhos – Fanhões Loures, pelo que tem muito orgulho em ser um “saloio” de gema.

Foi criado em conjunto com os avós, e uma das mais belas recordações que tem desde miúdo, e que marcou o seu gosto pela música, conta quase com uma lágrima no olho ao lembrar a avó materna que tocava gaita de beiços, o que não era muito vulgar na época para as mulheres. Toda a gente na aldeia achava muita graça ouvir o jovem Jerónimo acompanhado pela avó nas modinhas bem populares e saloias.

Durante a sua adolescência foi experimentando todos os géneros musicais, mas o fado e o folclore foram sempre os seus preferidos.

Andou no Liceu Camões até ao 5º ano, aos 16 anos, parou pois a vida é dura, e era necessário começar a trabalhar para ajudar os pais, foi trabalhar para uma firma de electromecânica. Entrou como aprendiz, mas cedo começou a ter mais responsabilidades, porque tinha gosto e dedicação pelo que fazia, e, assim, passou a oficial de primeira, tinha cerca de 18 anos. Casou e foi pai muito cedo, e portanto sabia que tinha que se dedicar com o máximo das suas capacidades para progredir e sustentar a família. Infelizmente sofreu um acidente de trabalho provocado pela explosão de um quadro eléctrico que fez com que estivesse bastante debilitado durante vários meses.

Estava com 24 anos e decide começar uma nova etapa da sua vida. Faz sociedade com um familiar, e criam uma empresa de distribuição de bebidas e produtos alimentares, que se mantém até hoje estável.

O gosto pela música. quer nas horas boas, quer nas más, manteve-se. Canta o seu Fado, aquele Fado que se canta por amor e que consideramos que faz parte da nossa vida, não esquecendo as modinhas da sua juventude.

Sempre que tinha oportunidade frequentava recintos onde acontecia Fado, e Jerónimo Caracol, que para além de cantar, não tem dificuldade em conviver e criar amizades, é já um elemento bem conhecido no meio do Fado recreativo (apelidado por muitos, de Fado vadio… que de vadio, nada tem.).

Em 1992 participou no Concurso de Fados organizado pelo radialista Fernando de Almeida, na Rádio Voz de Lisboa, denominado “Lugar aos Novos”, cujo prémio para os 12 finalistas era fazerem parte da gravação de um LP. Como foi um dos nomeados, gravou o tema que ainda hoje considera a sua coroa de glória “ANJO DE LOURES”, tema este que sempre que actua, o público e os colegas lhe solicitam.

É frequentemente convidado para festas de beneficência, às quais nunca deixa de dar o seu contributo. Hoje em dia há já muitas colectividades a pedirem a sua colaboração para organizar eventos de Fado.

Como não faz parte de nenhum “lobbie” decide gravar um CD ás suas custas, mas que tem sido bem aceitem nas rádios…. Desculpem, queria dizer nas Rádios Locais, as tais que não têm subsídios, mas tocam música portuguesa.

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Deolinda nos Coliseus

Sábado, 25 Dezembro, 2010

Depois de esgotarem ininterruptamente todos os auditórios por onde passaram nos últimos 2 anos, após terem actuado em míticas salas e importantes festivais de 20 países e no momento que saboreiam uma nomeação para “Best Portuguese Act” dos MTV European Awards, os Deolinda preparam-se para subir ao palco pela primeira vez no Coliseu do Porto dia 22 de Janeiro e seguem dia 29 do mesmo mês para o Coliseu de Lisboa.

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Camané no S. Luiz

Sexta-feira, 24 Dezembro, 2010

De 3 a 6 de Fevereiro, Camané realiza quatro espectáculos nesta sala nos quais apresentará o seu mais recente trabalho discográfico – “Do Amor e dos Dias”.

Recorde-se que foi com este trabalho que Camané correu o país nos últimos meses e do qual se destacam temas como “A Guerra das Rosas”, “Súplica”, “Último Recado” ou “Fado Livre”, entre outros.

Este regresso, acontece a propósito de uma série de apresentações para as quais Camané promete algo de diferente e único: concertos que terão como tronco principal o aclamado “Do Amor e dos Dias”, o seu sexto álbum de originais, complementados com a inclusão de temas, distintos de noite para noite, do reportório poético do universo musical do fadista sob a temática do amor e dos dias, revelando assim o conhecimento e o respeito que mantém pelos seus mestres.

A propósito destes concertos, estará disponível na lojas FNAC uma edição exclusiva e limitada de “Do Amor e dos Dias” constituída por CD e bilhete pelo valor de 19,99€ (idêntico ao preço de bilhete de 1ª plateia). “Do Amor e do Dias” conhece assim um outro formato depois das edições iniciais “Especial” (CD+DVD ao vivo); “Vinil” (duplo LP+CD), “Standard” (CD) e “Edição Digital”.

Editado a 27 de Setembro passado, “Do Amor e dos Dias” entrou directamente para o #1 do Top Nacional de Vendas e manteve até à data presença entre os títulos mais vendidos em Portugal. Para além de um forte acolhimento por parte do público, o sexto álbum de Camané, tem merecido destaque na imprensa especializada, constando e liderando alguns dos habituais balanços anuais de edições discográficas.

Este regresso ao São Luiz Teatro Municipal constitui mais uma oportunidade para assistirmos à prestação ao vivo de um dos mais talentosos fadistas de sempre e intérprete de rara sensibilidade da música actual.

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«Biografias do Fado» em 5 Cds + Livro

Quinta-feira, 23 Dezembro, 2010

‘Biografias do Fado’ reúne grande escolha dos artistas mais marcantes deste género entre vozes históricas e novos valores, com incursões instrumentais e pelo fado de Coimbra.

De 1994 a 2005, foram lançadas várias colectâneas que fazem um percurso das diversas vertentes do fado, desde os nomes que começaram a gravar nos anos 30 até às novas vozes, sem esquecer os que acompanham os fadistas na guitarra portuguesa ou até a vertente do fado de Coimbra. Agora, estas colectâneas foram reunidas numa caixa de cinco discos, e um booklet de 38 páginas, e um deles, Nova Biografia do Fado, foi revisto e aumentado para esta reedição.

A primeira colectânea, o álbum duplo Biografia do Fado, foi editado em 1994, ano marcante, segundo o antropólogo Pedro Félix, que esteve envolvido nesta reedição: “Quando Lisboa foi Capital Europeia da Cultura, em 1994, mostrou-se uma exposição ligada ao fado no Museu da Etnologia, fez- -se um catálogo, que é o primeiro texto com uma perspectiva crítica e académica que tenta estudar o fado como prática, e surge a colectânea, que mostrava o que fora feito até 1994. Tudo isto influenciou a forma como a sociedade olhava para o fado. Deixou de ser uma coisa que só algumas pessoas faziam para que cada vez mais gente pensasse sobre esta prática.”

Nestes discos, a gravação mais antiga tem 70 anos. Apesar de o antropólogo não considerar “complicado” encontrar gravações ainda mais antigas, o critério de selecção está relacionado com a própria história desta música urbana: “Há uma mudança após 1930. Não só devido à influência da rádio, das casas de fado, mas também da lei de 1927, que instituía a carteira profissional e a censura prévia de repertório. Não é linear que aquilo que ouvimos nos discos de 78 rotações anteriores a esta data sejam mesmo fado, porque são um repertório muito específico, muito associado aos teatros de revista.” No entanto, não deixa de salientar que esse material “é um património importantíssimo e que nos vai dar novas pistas”.

Nesta reedição, o antropólogo Pedro Félix esteve principalmente empenhado na Nova Biografia do Fado, agora revista. “Quando o disco saiu, em 2002, o meio era relativamente pequeno, havia menos gravações de novas vozes. O que quisemos fazer agora foi escolher todas as vozes que o meio do fado considera determinantes para a sua reconfiguração”, refere.

Esta mudança é um sinal de que “a tradição não existe”: “O grande problema da selecção é que, hoje, ao tentarmos identificar os elementos tradicionais da performação, estamos a deixar de la-do repertório que, se calhar, no futuro se vai consolidar como tradicional. Mas a nós não nos cumpria adivinhar o que seria o fado em 2015. Apenas tentámos reunir as vozes que o meio considera mais importantes”, afirma.

Esta colectânea contém ainda um disco dedicado ao fado de Coimbra. “Questiono-me até que ponto é que se pode falar em fado de Coimbra. O meio reconhece o termo fado, e não há mal nenhum nisso, mas há pessoas que se sentem mais confortáveis com termos como canção de Coimbra, balada ou trova. De facto, aquele repertório tem características de constituição e de formação diferentes do fado de Lisboa”, explica. Ainda assim, aponta hipóteses que podem ter levado à adopção do termo fado: “Por um lado, uma associação imediata ao instrumento, que apesar de tudo é diferente. Por outro, na altura andar no fado significava vida boémia, daí essa ligação ao fado de Coimbra, uma vez que aquele repertório era cantado por estudantes”.

Com a candidatura do fado a património imaterial da UNESCO já entregue, Pedro Félix considera que o meio enfrenta o desafio de “deixar a prática fluir naturalmente, sem censuras, apesar de ser necessário um olhar atento que registe as práticas que vão surgindo”.

Ana Moura, Natal é no Casino de Lisboa

Quarta-feira, 22 Dezembro, 2010

Ana Moura tem espetáculo no dia 25 de Dezembro pelas 22.30 no Casino de Lisboa. A entrada é livre.