Arquivo do Mês de Julho, 2010

Marco Oliveira é «A Estrela da Tarde»

Terça-feira, 13 Julho, 2010

«Retrato» é o nome do disco de estreia de Marco Oliveira, um dos mais representativos fadistas da sua geração. Neste caso, “Fadista” não se aplica apenas ao intérprete, como actualmente o grande público e os mais aficionados usam como termo para a arte de cantar o fado. Marco Oliveira é também um compositor e isso pode ver-se no seu disco com temas como “Tu Sabes Lá (o que é ficar sozinho) ”, “Noite de Saudade” ou “Lisboa Será Assim”.

Mas não ficamos só por aqui: Marco Oliveira é um dos mais importantes músicos da nova vaga dos violistas de fado da actualidade. Ana Moura, Raquel Tavares, Helder Moutinho, Ricardo Parreira, entre outros, podem testemunhar as suas qualidades musicais.
Com apenas 20 anos de idade, nasceu no seio e no meio do fado. Sente-se a frescura que lhe pretende oferecer e, ao mesmo tempo, o respeito que guarda por este género musical que o viu crescer desde muito jovem.

Na sua adolescência estudou guitarra clássica no conservatório nacional, mas ao mesmo tempo esteve sempre presente na grande escola de fado de Lisboa, passando pelos cantos e recantos da cidade, ouvindo os mais importantes cantadores de todas as gerações, bebendo toda a essência e alma que lhe fosse possível para se tornar num fadista de raiz.

Retrato é o nome do seu disco, mas também a definição de um espectáculo que o retrata a ele mesmo, à tão breve história de vida que tem para nos contar e, no fundo, à nossa história de inicio de vida: de onde viemos e, por isso, para onde fomos e tudo o que nos veio a acontecer.

Aqui podemos reflectir os nossos primeiros dias do resto das nossas vidas…

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Terminam as Festas de Lisboa 2010

Terça-feira, 13 Julho, 2010

As Festas de Lisboa terminam com um grande concerto na Alameda D. Afonso Henriques.

Ao palco sobem vários nomes representantes da cultura lusófona: Carminho, uma das mais recentes revelações do fado; Lura, cantora portuguesa de ascendência cabo-verdiana e Mart’Nália, compositora e cantora brasileira, filha de Martinho da Vila. A estes três nomes junta-se ainda o fadista português Carlos do Carmo com uma participação especial.

O espectáculo realiza-se sob o tema A República é uma Mulher – decorrem este ano as Comemorações do Centenário da República – numa homenagem às muitas mulheres que lutaram pela criação de uma sociedade mais livre, igualitária e justa. Mulheres como Carolina Beatriz Ângelo (médica), Ana de Castro Osório (escritora), Maria Veleda (escritora) e Adelaide Cabete (médica e professora) são celebradas através das três vozes femininas que se juntam nesta noite.

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Terça-feira, 13 Julho, 2010

A 17 de Julho, a praça da Casa da Música (Porto) abre-se ao fado e ao seu legado, num espectáculo que começa com Ana Sofia Varela e se prolonga com a reunião de Maria Berasarte, Edson Cordeiro e Anamar.

Este espectáculo é uma viagem pela redescoberta da inspiração que Amália ainda é.
A cantora lisboeta Ana Sofia Varela prolonga a herança do fado, procurando os diversos significados que a sua identidade pode assumir.

A sua voz e presença magníficas são emprestadas a um repertório de composições de João Gil e João Monge, em que o amor, o pecado e o próprio fado têm os papéis principais.

Se a fadista conheceu o género praticamente desde o berço, o mesmo não acontece com os protagonistas do espectáculo “As Músicas que Amália Inspirou”.

O objectivo do seu criador, Tiago Torres da Silva, foi justamente esse: reunir músicos que abordaram o fado, mas numa perspectiva “externa” ou provocadora. São eles o brasileiro Edson Cordeiro, a espanhola Maria Berasarte e a portuguesa Anamar.

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Passatempo!

Terça-feira, 13 Julho, 2010

Povo que Lavas no Rio…Águeda

Segunda-feira, 12 Julho, 2010

O imponente espectáculo inter-associativo que Águeda constrói, a cada ano, sobre as águas do seu rio, tem nova edição em 2010. Um musical exuberante, contemporâneo e visual, inspirado no repertório musical de todos os tempos dedicado ao imaginário ribeirinho: “Povo Que Lavas no Rio Águeda”. A 16 e 17 de Julho de 2010, na antiga piscina fluvial, terá lugar mais um evento para a história cultural de Águeda.

Com guião revisto e melhorado, “Povo Que Lavas no Rio Águeda” evidencia o carácter inspirador que o rio provoca na criação artística local, ao fazer revisitar ou mesmo estimular um repertório musical e poético dedicado ao Rio Águeda. Uma estética musical cruzada e actualizada, leve tendência pop para o infindável alfarrábio de canções ribeirinhas de todos os tempos. Neste espectáculo, o poema de Homem de Mello regressa à sua origem primeira: o Rio Águeda.
Esta nova grande manifestação artística acontece no seguimento das epopeias “Rio Povo” (2007 e 2008) e de um primeiro “Povo Que Lavas no Rio Águeda” (2009), marcas indeléveis de um tempo novo ao nível das grandes produções culturais em Águeda. Mais de vinte colectividades e grupos locais fazem a reafirmação inter-associativa do concelho, juntando mais de 400 artistas nos palcos aquáticos.

Transversal, contemporâneo e provocador, o espectáculo mergulha na inspiração das águas. Um colectivo portentoso de músicos, cantores, actores, dançarinos e muitos outros performers dão alma a esta produção artística, uma manifestação incomparável no contexto cultural da região.
O espectáculo vive ainda de uma exuberância visual que só Águeda tem conseguido resgatar do seu rio, na criatividade cénica que se apura a cada nova manifestação sobre as águas. Deslumbramento garantido para 1250 espectadores por noite, a lotação habitual.

No passado, o rio era cenário de labor e trocas culturais, hoje é a razão de ser do ousado espírito inter-associativo e das sinergias que unem os agentes culturais de Águeda. Depois de Rio Povo, “Povo Que Lavas no Rio Águeda” subverte e moderniza a tradição local. Pesca-se, naquelas margens, novo sentido para uma Cultura popular.
“Povo Que Lavas no Rio Águeda” é uma aposta da Câmara Municipal de Águeda e das associações do concelho na construção de uma marca cultural identitária que envolva, orgulhe e valorize toda a comunidade. Com a ousadia artística de projectos como este, acarinhando temáticas gratas às suas gentes, Águeda projecta-se também para fora. Através do rio.

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Mais «Visitas Cantadas» no Museu do Fado

Domingo, 11 Julho, 2010