«CANTIGAS D’AMIGOS» Amália Rodrigues em Fevereiro!

CANTIGAS D’AMIGOS, de Amália Rodrigues, editado pela primeira vez em CD a 6 Fevereiro

Quarenta anos depois da sua publicação, enfim a edição em CD de “Cantigas de Amigos”, o mais raro e menos conhecido dos discos de Amália – menos até que o álbum gravado num serão em casa da cantora em 1968 intitulado “Amália / Vinícius”.
Entre os amigos e convivas dessa noite estavam José Carlos Ary dos Santos e Natália Correia, que anuncia a preparação do livro “Cantares dos Trovadores Galego-Portugueses” (colectânea de poesia medieval em português actualizado, publicada em 1970). A este livro se refere Ary no texto do LP original, reproduzido na presente edição.
Entre 1968 e 1971, Amália não só edita o single “Canta Poesia Medieval Portuguesa”, como atinge o pináculo da sua discografia no LP “Com Que Voz” – álbuns inteiramente preenchidos com temas de Alain Oulman.
Publica igualmente num EP de 1969, Anda o Sol na Minha Rua, uma composição de José Fontes Rocha, autor também das introduções e arranjos para “Com Que Voz”.
Em “Cantigas de Amigos” é o extraordinário guitarrista que concebe toda a música, exceptuando Ermida de São Simeão. Neste trecho, é usada uma versão, gravada para o LP “Fado Português” em 1964, à qual foi adicionado, em 1971, um discreto acompanhamento stereo. Infelizmente, Amália não regravou esta Cantiga de Amigo (titulo com que apareceu em “Fado Português”).
As incursões de Amália pela poesia trovadoresca (pela mão de Oulman), as “composições” de Fontes Rocha no disco dos discos, as noites na rua de São Bento com a Natália, o Ary, a Maluda, foram, sem dúvida, importantes dados lançados para este tão intimo e tão singular disco. De amigos.

«Um Violino no Fado» já nas lojas!

O disco de estreia de Natalia Juskiewicz – “Um Violino no Fado” (Seven Muses, 2012) já está nas lojas.
Natalia Juskiewicz é uma violinista polaca que reside em Portugal há vários anos. Neste disco, o violino da violinista polaca substitui pela primeira a tradicional voz.
Os temas escolhidos para o disco são standards do repertório maior do Fado, “cantados” com frescura e densidade, de acordo com a inspiração das cordas do violino.

www.nataliajuskiewicz.com

Mísia no S. Luiz

Ciclo na Cinemateca revisita ligação entre a tela e o Fado

A Cinemateca Portuguesa inicia na próxima 5ª feira um ciclo que propõe revisitar a ligação entre o Cinema e o Fado com a exibição do primeiro filme sonoro português, “A Severa”.

Dirigido por Leitão de Barros, “A Severa” (1930) foi rodado em Lisboa e inclui imagens da já demolida praça de toiros de Algés. A atriz Dina Tereza, que encarna a figura de uma Severa cigana, seguindo o argumento baseado na peça homónima de Júlio Dantas, obteve com este papel grande êxito no Brasil, onde se fixou.O filme será exibido no dia 23, às 19:30, numa “cópia nova e integral, resultado do processo de restauro efetuado pelo laboratório da Cinemateca”, segundo nota da instituição.

O elenco do filme integra ainda António Luís Lopes, Ribeiro Lopes e o cavaleiro amador António Lavradio no papel de Conde de Marialva, título escolhido por os descendentes do 13.º Conde Vimioso, que foi o amante da fadista nascida em Lisboa em 1820, não terem autorizado a sua utilização.

O ciclo abre quinta-feira às 21:30 com a curta-metragem de três minutos “Oiça lá ó Senhor Vinho”, realizada pelo fotógrafo Augusto Cabrita em 1971, com Amália Rodrigues cantando o tema de Alberto Janes.

Segue-se no ecrã o filme “Capas Negras” (1947), de Armando Miranda, um melodrama que coloca em confronto apaixonado o fado de Lisboa, de Amália Rodrigues (“Maria Lisboa”), com o de Coimbra interpretado por Alberto Ribeiro (“José Duarte”, natural do Porto), um dos galãs da cena portuguesa daquela época.

A direção musical é de Jaime Mendes e, entre os compositores, figura Frederico Valério, cujas canções no teatro de revista, onde Amália era “estrela”, faziam sucesso desde 1940.

O elenco integra, além de Amália Rodrigues e Alberto Ribeiro, Artur Agostinho, Vasco Morgado, Graziela Mendes, Barroso Lopes e Humberto Madeira, entre outros.

No dia seguinte, sexta-feira, às 22:00, é exibido o documentário de Manuel Mozos “Aldina Duarte — Princesa Prometida”, que foi estreado em 2009.

A exibição conta com a presença do realizador e da fadista e poetisa Aldina Duarte, que no ano passado editou o seu terceiro álbum de estúdio, “Contos de fados”.

A ideia deste documentário surgiu das filmagens de “Xavier”, rodado em 1991, em que o realizador filmou a fadista interpretando “Novo fado da Severa”, um original de Frederico Freitas e Júlio Dantas, popularmente conhecido como “A Rua do Capelão”. Este fado constituiu a banda sonora original do filme “A Severa”.

O documentário inclui uma atuação de Aldina Duarte no Palácio de Fronteira, em Lisboa, e ainda testemunhos de colaboradores, amigos e familiares, entre os quais a sua mãe e o encenador Jorge Silva Melo.

No dia 27 de janeiro pelas 19:30 é exibida uma curta-metragem de 10 minutos, realizada em 1970, “Fados por Amália Rodrigues”, a que se segue o primeiro filme de Amália Rodrigues que lhe valeu o Prémio SNI para a Melhor Atriz de Cinema, “Fado – História de uma d’uma cantadeira”, um melodrama de Perdigão Queiroga, realizado em 1947 e que muitos confundiram com a vida da própria fadista.

Além de Amália, que encarna o papel de Ana Maria, jovem de Alfama que graças ao seu talento se torna uma fadista popular, o elenco integra Virgílio Teixeira, António Silva, Vasco Santana, Eugénio Salvador, Alda de Aguiar e Érico Braga que se tornou no primeiro agente internacional da fadista.

O ciclo encerra no dia 31, às 19:30, com a exibição do documentário de estreia de Nicholas Oulman “Com que voz”, que ganhou em 2009, no Festival Doc Lisboa, o Prémio para a Melhor Primeira Obra.

A exibição do filme, na sala Luís de Pina, conta com a presença do realizador.

Nicholas Oulman conta em filme, recorrendo apenas a vários testemunhos, a história do pai, Alain Oulman, que foi editor e compositor em exclusivo de Amália Rodrigues.

São de autoria Alain Oulman fados como “Maria Lisboa”, “Gaivota”, “Naufrágio”, “Com que voz”, “Madrugada de Alfama”, entre outros.

Fado no S. Luiz

JOSÉ LUÍS GORDO / RITA GORDO
CONCERTO MODERNO /NOITE DA MEMÓRIA / 10º FESTIVAL ESML

Em Janeiro o São Luiz festeja o Fado e a carreira de José Luís Gordo – O Fado e as Palavras; inicia um ciclo de concertos com a orquestra de cordas Concerto Moderno; assinala o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto com o recital Noite da Memória; recebe a    décima edição do Festival da Escola Superior de Música de Lisboa; e continua a Ler Dom Quixote, dia 24, no Jardim de Inverno.

O Fado e as Palavras reúne quatro décadas de trabalho de um dos poetas-referência do Fado, José Luís Gordo. Autor de grandes êxitos como Até que a voz me doa – singularizado pela interpretação de Maria da Fé -, José Luís Gordo é cantado das gerações mais antigas, às mais recentes. Este concerto conta com a presença de Maria da Fé, Ada de Castro, Duarte, Vanessa Alves, Liliana Silva, Miguel Ramos, Gisela João e Rita Gordo.

A seguir ao concerto na Sala Principal, a filha do compositor, Rita Gordo apresenta no Jardim de Inverno o seu mais recente trabalho, Eu sou assim.

O Fado e as Palavras tem lugar no dia 28 de Janeiro, sábado, às 21h, na Sala Principal. No mesmo dia, às 23h30, no Jardim de Inverno, Rita Gordo apresenta Eu sou assim.

RICARDO PARREIRA APRESENTA “COM QUE VOZ” EM TOURNÉE NA BÉLGICA

Na sequencia de uma série de espectáculos já realizados entre 2010 e 2011, em Portugal e em alguns teatros e festivais internacionais, o guitarrista Ricardo Parreira regressa á Flandres para uma série de dez datas nos últimos dias do mês de Janeiro.

O espectáculo é uma homenagem aos grandes poetas da literatura portuguesa: Camões, Alexandre O’Neill, Manuel Alegre, Fernando Pessoa, David Mourão Ferreira; Cecília Meireles; Pedro Homem de Mello, José Carlos Ary dos Santos, José Saramago, José Luis Peixoto, entre outros. E neste sentido alguns dos temas mais emblemáticos do panorama musical do fado como: “Naufrágio”, “Maria Lisboa”, “Trova do Vento que Passa”, “Com que Voz”, “Cravos de Papel”, “As Mãos que Trago”, “Gaivota”, “Havemos de Ir a Viana”, “Cuidei que Tinhas Morrido”, “Formiga Bossa Nova”, “Meu Amor, meu amor”, “Madrugada de Alfama” entre outros.

Os seus convidados: Micaela Vaz (Voz) e Marco Oliveira (Voz e Viola de Fado), reúnem-se num espectáculo onde o fado se foca nos grandes poetas da nossa história.

Ricardo Parreira faz parte da nova geração de guitarristas que surgiu nos últimos anos. Tem 2 discos editados em nome próprio “Nas Veias de Uma Guitarra” (2008) e “Cancionário” (2010).

19 Jan | KOKSIJDE

20 Jan | LOKEREN

21 Jan | TERNAT

22 Jan | Heist-op-den-berg

24 Jan | LEOPOLDSBURG

25 Jan | BORGERHOUT

26 Jan | BORNEM

27 Jan | Evergem-SLEIDINGE

28 Jan | BEVEREN

29 Jan | WAREGEM

«Traços de Fado» Teresa Tapadas

Teresa Tapadas terminou o seu segundo álbum – “Traços de Fado”, a editar a 23 de Janeiro de 2012.
Com direcção musical de Armindo Neves, Teresa Tapadas gravou 11 temas, e estreia-se aqui como autora, assinando a letra de dois deles: “Momentos de Ternura” e “O que Sentes, e Eu Sinto”.
“Traços de Fado” será apresentado no Auditório Municipal de Lagoa, a 28 de Janeiro, num espectáculo ao vivo.

Tiago na Toca

Tiago na Toca

por Tiago Bettencourt

Tiago na Toca é um projecto à parte – não é um disco, ou um livro, ou um personagem.

É apenas o nome que dei ao conjunto de experiências que faço por intuição ou acaso, distintas dos meus discos de carreira.

São gravações independentes, propostas que aceito, desafios a que me proponho criativamente como exercícios, produções low-fi sem o dedo polidor da produção dos dias que correm.

O conceito será o abrir de uma janela mais pessoal e directa para dentro de “minha casa”.

Através de pequenas edições ou apenas gravações largadas na internet, vou mostrando os outtakes do tempo que corre entre CDs.

No fundo gostava que este projecto se caracterizasse por não ter qualquer definição.

Será o que for, nas alturas em que acontecer, como tiver que acontecer.
Este Tiago na Toca e Os Poetas é um conjunto de poemas que musiquei, em conjunto com algumas versões que gravei no Verão de 2008, entre os Álbuns “O Jardim” e “Em Fuga”. 

A ideia foi despoletada por um poema que ouvi, cantado pelo Camané, chamado “O Lenço”, que musiquei de novo e me trouxe a ideia de fazer todo um Álbum de palavras que não eram minhas.

Assim, comecei a minha pesquisa pelos Poetas que me fizeram começar as escrever: Poetas antigos, também Poetas do Fado que tanto me moldou.

O desafio de desvendar emoções, de lhes dar sons, harmonias, novas roupagens… E para isto usar o espaço, a captação descomprometida, o improviso, o instinto.

As gravações foram feitas na sua maioria em minha casa, com um, ou no máximo, dois microfones.

Convidei pessoas que admiro e músicos com quem gosto de tocar.

Sem ensaios, foi surgindo um dos projectos mais profundos que gravei, pela cumplicidade, pela naturalidade das participações, pela simpatia de quem me visitou.

Este álbum não é para ser gritado e vendido à porta das pessoas. É um álbum discreto, sereno, como um segredo.

 
Nasceu depois a ideia de fazer um CD / Livro que materializasse o projecto de forma especial.

Conheci, então algures por Lisboa, o Mário Belém cujo trabalho me fascinou e que acabei por convidar para entrar nesta aventura. Juntos fomos percebendo de que forma poderia ser feito este objecto, fomos visitar alfarrabistas, fui buscar edições antigas de livros de poemas que tinha cá por casa. Tudo o resto foi o Mário e todo o seu talento. Podem saber mais sobre o seu processo criativo no site dele que vos convido desde já a visitar (www.mariobelem.com).

O Tiago na Toca deixou de ser apenas um Álbum de música e passou a ser um objecto único, limitado, especial.

Recebi ontem as primeiras edições e fiquei comovido com cada pormenor: desde o papel, ao toque, ao cheiro, desde as ilustrações até ao pequeno envelope que contém o CD, tudo perfeito.

Cada poema está acompanhado de um texto escrito por mim com o relato de cada gravação.

O meu pai escreveu um prefácio.

Este projecto é fruto da simpatia, dedicação e inspiração de muita gente e a todos estou grato.

Assim, dois anos e tal depois da data prevista, o disco ficou pronto.  
Espero que gostem, espero que queiram este Tiago na Toca e os Poetas em vossa casa.

Dia 19 de Dezembro está em exclusivo nas lojas FNAC!

Todo o lucro das vendas irá reverter para a Associação Ajuda-me a Ajudar http://ajudameaajudar.org/

A toca fica oca se não sopra ou respira

A faca já não corta se ninguém a afia

O leme fica perro

Se o rumo não desprende a saída é um erro

Na toca o principio nem existe

Cá dentro há gigantes que nos regem como risos q não fingem

É eufórica a alegria

E de sangue a agonia

Porque também se pode querer no que há do outro lado

E é sempre credível um conceito credível

Onde a mão é mais quadrada

E a mensagem estudada e mais limpa do ruído — como aquelas fotografias onde estamos bem vestidos…

Mas eu gosto do ruído

Eu quero do ruído outras coisas que viajam

Que são espelho do que somos

Como forças à deriva

Que não prendem ou controlam

E são ventos sem vontade…

… mas que não param.

Eu quero a parte fraca

Porque é nela que nos vemos

Desafio a parte forte

Para agarrar no mundo

Quero o medo da coragem

E a coragem de ter medo

Tenho um corte que desvenda

Quero o fruto que se colhe

Pode ser anjo

Ou demónio

Mas na toca não se escolhe

Tiago Bettencourt

Concerto por Um Novo Futuro

Ana Moura, Deolinda, Clã, Luisa Sobral, António Zambujo, Anaquim e Cuca Roseta juntam-se no palco do Campo Pequeno a 10 de março, para o evento de solidariedade  “Concerto Por Um Novo Futuro”.

As receitas provenientes do evento irão reverter a favor da Associação Novo Futuro, cuja missão é apoiar crianças e jovens, dando preferência a grupos de irmãos, sem distinção de idade, sexo, raça ou religião, que estejam privados de um ambiente familiar adequado.
“Entre canções e sorrisos, espera-se uma noite de muita música, esperança e boa disposição…”, pode ler-se em comunicado. Os bilhetes para o espetáculo custam entre €15 e €35.

«Amália canta David» em CD

Numa edição excepcional, agora que o fado é Património Cultural da Humanidade pela UNESCO, a iPlay orgulha-se de apresentar a edição especial de Amália e David: as letras e a historia.

Um dia, Amália e a poesia re-inventaram o Fado,,,
No 15º aniversário da morte de David Mourão-Ferreira, a primeira colecção de todas as
músicas com letras suas que Amália gravou: Primavera, Barco Negro, Abandono, Maria Lisboa, etc…, incluindo 3 raridades dos anos 50. Som re-masterizado a partir das fitas originais.

O poeta que Amália mais cantou, David Mourão-Ferreira, morreu há 15 anos, exceptuando a própria Amália, cujas leiras foram cantadas, na grande maioria apenas depois de 1980. David Mourão-Ferreira é, a par do poeta popular Linhares Barbosa, aquele de quem Amália cantou mais textos,

A história da relação entre Amália e David e o que ela representou na aproximação entre poesia e o fado; as letras, fotos da época: tudo isto condensado num livro de 36 páginas, juntamente com o CD “Amália canta David”.