Madragoas da Amália

Programa diário de a 2ª a 6ª das 00h/02h

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André Santos e António Vieira nas madrugadas da Rádio Amália.

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NOVO PROGRAMA NA AMÁLIA – LA HORA DEL FLAMENCO

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Novo programa ao fim de semana na Rádio Amália

La Hora del Flamenco

Aos Domingos – 11h – 12h

Ana Oliveira e Carmo

Contacto: lahoradelflamenco@gmail.com

Em breve emissão em podcast

A música Flamenca é o fio condutor do programa que também abarca áreas diretamente associadas à cultura espanhola. O objectivo é apresentar artistas de Flamenco que elevaram a fenómeno de cultura mundial, hoje, uma realidade nas nossas civilizações. Raízes e referências histórias desta arte não são descuradas, num espaço semanal da rádio Amália que visa divulgar as rotas e vivência do Flamenco.

Mafalda Arnauth “Terra da Luz”

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Mafalda Arnauth está de regresso com ‘Terra da Luz’. Um trabalho que reforça o seu estatuto de cantautora e que marca, sem dúvida, uma evolução no seu percurso.

Um disco que a cantora reconhece como obrigatório, de passagem para um estado,
ou estatuto, de maturidade consolidada, no ano que antecede a celebração de 15 anos
de carreira. Nele cabem ‘De Nós em Nó’, cantado em dueto com Hélder Moutinho, ‘Fado’, uma versão do tema dos Heróis do Mar e ‘Partiu de Madrugada’, o single de apresentação.

Ricardo Ribeiro “Largo da Memória”

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Ricardo Ribeiro tem daquelas vozes que, ao soarem, calam o mundo.

Traz um gosto acre e intenso àquele fado que numa palavra se pode resumir a bairrista. Mas no seu terceiro/quarto álbum (é escolher se começamos a contar pelo disco de jovem adulto na CNM ou pelo disco – conhecido dos escaparates das áreas de serviço – de jovem e inocente adolescente) toma talvez os maiores riscos agrafados à canção lisboeta desde que Paulo Bragança lançou, em 1994, Amai. Com uma pequena diferença: onde Ribeiro concorre para a intemporalidade, Bragança fazia-o de olhar fixado na contemporaneidade.

Esse risco é ampliado pelo facto de que quando Ricardo Ribeiro ataca o fado, fá-lo segundo os ensinamentos da tradição ajudada a fixar por Fernando Maurício e Alfredo Marceneiro. Não há coisa mais pujantemente genuína, em que a interpretação leva tudo à frente, troa como se tivesse acabado de engolir Lisboa num só trago e a deitasse para fora numa voz que ainda chega a ferver. Mas, em Largo da Memória, o homem não pára no fado. Pode hesitar, desacelerar e ameaçar a travagem brusca, mas depois não consegue conter-se e desata numa cantoria possuída que nos leva para o flamenco, para a música sefardita ou para o Magrebe. Não é coisa pouca. Há frases melódicas que começam na Mouraria e acabam no Cairo. A isto chama-se, à falta de melhor conceito, génio interpretativo.

E este era um risco que fazia falta ao fado. Ana Moura tem alimentado o flirt com a pop, numa ousadia calculada, a que a sua carreira internacional obriga. Mísia tem feito de tudo um pouco, cantado Joy Division, fazendo duetos com Iggy Pop e Legendary Tiger Man, um sem-fim de acrobacias artísticas por vezes francamente entusiasmantes, mas com um cuidado extremo em não se deixar manietar e em ficar presa a orbitar em torno do fado. Da mesma maneira que A Naifa tem arriscado fazer do fado uma canção que não se assume como tal mas que tresanda a uma espantosa abordagem do que o género pode ser se sintonizado com a Lisboa que hoje existe – plena de assimetrias entre o velho e o novo, entre as ruelas e as avenidas, entre a telefonia e o leitor MP3.

E partilha, precisamente, o traço de contemporaneidade que Paulo Bragança ousou com um brilho imenso em Amai. Quem reivindicava Nick Cave como fadista e enfiava a letra de “Sorrow’s Child” a correr atrás da guitarra portuguesa de Mário Pacheco, quem ia buscar os Massive Attack e os Portishead como ambiente de fundo para “Espírito da Carne”, queria que o horizonte do fado não morresse no Tejo. Bastava levantar os olhos e, por entre o nevoeiro, era possível que se entrevisse Bristol. Ou, pelo menos, acreditar que sim.

Mas se estes eram os dois temas em que era fácil, demasiado fácil, perceber a provocação de Paulo Bragança, ficaria de fora o reconhecimento de tudo o resto: as teclas barrocas de Carlos Maria Trindade, os ritmos do imaginário tradicional português, a miríade de referências urbanas, sim, mas também rurais que alastravam pelo álbum e o tornaram uma peça única, irrepetível, quer para a música nacional quer para o próprio Bragança. Uma criatividade tão explosiva e garrida, e feliz no tempo, é coisa que não nos bate à porta todos os dias. Um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio. Felizmente, o de Ricardo Ribeiro não cai assim tão longe. Haja coragem para ir lá espreitar, uma vez que um raio… enfim, já se percebeu

Fonte: Portal do Fado

“Fado é Amor” Carlos do Carmo

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No ano em que celebra 50 anos de carreira, Carlos do Carmo edita “Fado é Amor”. Depois de 5 décadas de dedicação ao Fado, Carlos do Carmo selecciona os seus melhores temas e reúne-os neste novo trabalho, de uma forma muito especial: rodeado de amigos.

Ana Moura, Camané, Mariza, Carminho, e Mafalda Arnauth são apenas alguns dos nomes que acompanham Carlos do Carmo em “Fado é Amor”. E para encerrar o disco da melhor maneira, Carlos do Carmo junta-se à sua mãe, Lucília do Carmo, para um dueto póstumo no tema ‘Loucura’, cuja gravação original da sua voz data de 1960.

Editado em vários formatos, “Fado é Amor” inclui 11 temas na sua versão standard. Já a edição Deluxe inclui um DVD com os vídeos desses temas e o CD com quatro faixas extra.

 

António Zambujo “Lisboa 22:38″

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Este é o primeiro álbum gravado ao vivo de António Zambujo registando o espetáculo do artista no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, em dezembro do ano passado.

O CD é constituído por 19 temas, entre eles, “Flagrante”, “Fado da Bela Vida”, “Guia”, “Barroco Tropical”, e “A Casa Fechada” com que abriu o concerto, um poema de João Monge na música do Fado Triplicado, de José Marques.

Zambujo neste concerto interpretou na música do Fado Perseguição de Carlos da Maia, o conhecido tema de Vinicius de Moraes e Baden Powell, “Apelo”, fechando o álbum com “Despedida”, uma letra de António Calem na música da Marcha do Marceneiro, de Alfredo Marceneiro.

Este não é o único tema tradicional que interpreta, um outro é a Marcha do Correeiro, de Alfredo dos Santos para o poema “Não me dou longe de ti”, de Monge.

Neste espetáculo no Coliseu lisboeta, Zambujo acompanhou-se a si próprio à guitarra clássica e partilhou o palco com Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Jon Luz (cavaquinho e guitarra clássica), José Miguel Conde (clarinetes), Ricardo Cruz (contrabaixo) e a participação de uma grupo de cante alentejano que o acompanhou em alguns dos temas.

O álbum, editado pela Universal Music, inclui alguns temas compostos pelo próprio Zambujo, nomeadamente “Noite Estrelada”, um poema de Monge, “Em Quatro Luas”, de Aldina Duarte, “Flagrante” e “A tua frieza gela”, de Maria do Rosário Pedreira.

“É certo que não se pode dizer que antes dele o fado fosse apenas triste e amargo. Afinal, o Corrido é uma das suas formas estruturantes, e não lhe falta alegria. Mas pode dizer-se que António Zambujo é o primeiro a cantá-lo com uma profunda doçura e uma elegante suavidade, que ninguém antes se lembrara de lhe imprimir”, escreve o jornalista e crítico João Miguel Tavares, no texto de apresentação do álbum ao vivo.

António Zambujo, de 38 anos, já com cinco álbuns editados, recebeu o Prémio Amália para o Melhor Fadista, em 2006, iniciou a carreira no final da década de 1990, tendo participado, em 1999, no musical “Amália”, de Filipe la Féria, no qual interpretou o papel de “Francisco da Cruz”, o primeiro marido de Amália Rodrigues.

Katia Guerreiro condecorada com Ordem das Artes e Letras pela França

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A fadista Katia Guerreiro vai ser condecorada pelo Governo francês com as insígnias de Cavaleiro da Ordem de Artes e Letras a 20 de dezembro, anunciou hoje a embaixada de França em Lisboa.

De acordo com uma nota de imprensa da embaixada, a fadista será condecorada no dia 20 de dezembro, às 18:30, numa cerimónia no Palácio de Santos, pelo embaixador Jean-François Blarel.

«Ao distinguir Katia Guerreiro com este prestigiado galardão, o governo francês pretende homenagear uma das mais notáveis cantoras da sua geração e uma das maiores representantes da cultura portuguesa em todo o mundo», justifica a embaixada.

Fonte: Diário Digital / Lusa

Jorge Nunes – álbum de estreia ” Outro Fado”

download Nascido em 1980 no Barreiro. Por influência do pai – Jorge Fernando -, a sua vivência musical e pessoal sempre esteve ligada ao Fado. O percurso no Fado foi evoluindo. Começa por ser apenas uma distração, Cantando, sempre que surgiam oportunidades, nas Casas de Fado em Lisboa. Desde o final de 2010, o fado surge de forma mais regular, passando a estar presente em duas casas com ambiente de fado familiar, que fazem os encantos de quem por lá passa – no Sr. Fado, em Alcochete, ou na Casa da Pimenta, na Quinta do Anjo, em Palmela. Atualmente reside no Fora de Moda à sexta-feira em Alfama. A exposição musical que vai granjeando, começam a facilitar alguma projeção, tendo estado presente em programas radiofónicos, como é o caso da Rádio Amália, ou em Galas de Fado.

Alinhamento:

·         1 – No teu Conforto (Jorge Nunes)

·         2 – Pela fome do teu nome (Mário Raínho / Carlos da Maia (Fado Perseguição)

·         3 – Vale o que vale (Jorge Fernando) – Single de promoção

·         4 – P’la mão da dor (Jorge Fernando / Alfredo Marceneiro (Fado Versículo)

·         5 – Por quem me tomas (Ana Lúcia / Jorge Nunes)

·         6 – Hora da partida (Jorge Fernando / Miguel Ramos (Fado Alberto)

·         7 – Porque não (Jorge Fernando)

·         8 – Amando (Mário Raínho / Amadeu Ramim (Fado Zeca)

·         9 – Resgate (Jorge Fernando / Custódio Castelo)

·         10 – Olhai a noite (Torre da Guia / Álvaro Martins)

·         11 – Deixa que te prenda em mim (Jorge Nunes / Ana Lúcia)

·         12 – Longa é a noite (Jorge Fernando / Alfredo Marceneiro (Marcha do Marceneiro)

CTT lançam primeiro selo em seda

Os Correios de Portugal vão editar, pela primeira vez em todo o Mundo, um bloco filatélico impresso em talhe doce feito sob tecido de seda. A emissão é composta por dois selos e um bloco especial conjunto que coloca os CTT na vanguarda da inovação e presta homenagem às influências da cultura islâmica no nosso País.

Os dois selos com as taxas de 0,80 euros e 1 euro representam, respectivamente, um azulejo árabe de Lisboa e um detalhe de uma colcha de Castelo Branco do séc. XVIII, existente no Museu de Arte Antiga.

Para a execução do bloco filatélico, com o valor facial de 3 euros, foi escolhida uma representação do Castelo de S. Jorge e dos bairros antigos de Lisboa que o rodeiam, tendo-se optado por uma técnica nunca antes utilizada no Mundo: uma impressão a talhe doce feita em cima de um tecido de seda.

O método criativo desta emissão, e principalmente do bloco filatélico, foi um procedimento cuidado que envolveu empresas com os mais altos critérios de qualidade, de Itália, França, República Checa e Eslováquia, sendo que o design ficou a cargo do atelier português Folk Design.

A nova emissão será lançada no próximo dia 6 de setembro no Castelo de S. Jorge, local onde será efetuada a atribuição do Prémio Aga Khan para a arquitetura, prémio que é atribuído de três em três anos.

A emissão completa-se com a pagela, FDC e os carimbos de primeiro dia de emissão.

Fonte: CM

Exposição Temporária Museu do Fado – O Fado e o Teatro

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É no Teatro e com o Teatro que o Fado se constitui como um domínio musical de grande destaque na memória cultural portuguesa. Saído do ambiente restrito dos prostíbulos e das tabernas ou dos salões da aristocracia e da alta burguesia mais boémia, a sua “integração” no teatro, na segunda metade do século XIX, traz-lhe a consagração popular, institucionalizando-o do ponto de vista artístico e transformando-o, em definitivo, na canção da cidade de Lisboa.
Mas é a personagem mítica da Severa que, entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, se transforma numa figura transversal a todas as artes, como a pintura, o cinema, a fotografia, a música, a dança e, sobretudo, o teatro, convertendo-se na personificação do próprio fado.
A primeira vez que o fado surge nos palcos dos nossos teatros foi em 1869, no Teatro da Trindade, com a comédia “Ditoso Fado”, sendo também a primeira vez que um comediante, no caso o actor Taborda, cantava, em cena, algumas quadras em jeito de fado, acompanhado ao vivo por uma guitarra.
Dava-se então início a uma nova forma de intervenção artística que se iria tornar numa forte tradição no teatro musicado português, que perdurará praticamente até aos dias de hoje: os actores de opereta e, sobretudo, os de revista cantarem fado, quando em cena. Muitos destes actores e actrizes, que se transfiguravam, apenas momentaneamente, em fadistas improváveis, foram os primeiros intérpretes de grandes sucessos, que ainda hoje fazem parte do nosso imaginário musical colectivo e que, para além de necessariamente integrarem qualquer antologia ou História do Fado, continuam a ser cantados e gravados, com versões mais ou menos próximas do original, por fadistas contemporâneos. E é também no teatro de revista que esta metamorfose dos actores e actrizes em fadistas, numa primeira fase e, depois, das próprias fadistas (ou cantadeiras) em actrizes, atinge a sua maior dimensão, afirmando-se Amália como exemplo máximo desta realidade.
É desta longa, rara e muito profícua parceria artística que trata a exposição “O Fado e o Teatro”, que nasceu a partir da conjugação do valiosíssimo acervo do Museu Nacional do Teatro e do Museu do Fado, pensada, produzida e enquadrada no âmbito da declaração do Fado como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Apresentando-a em simultâneo nos dois museus, esta exposição pretende evocar uma parte da vastíssima História desta profunda ligação entre o Fado e o Teatro, através dos mais diversos suportes, materiais e documentos, como trajos de cena, figurinos, maquetas e caricaturas originais, fotografias, publicações, manuscritos, material audiovisual e objectos pessoais, que representam o património comum e a herança destas duas artes, efémeras e imateriais na sua natureza, mas vivas e cada vez mais presentes no quotidiano e na memória de todos nós.
Co-produção Museu do Fado e Museu Nacional do Teatro
MUSEU NACIONAL DO TEATRO - Estrada do Lumiar, 10
MUSEU DO FADO – Largo do Chafariz de Dentro, 1
30 de Junho a 31 de Dezembro de 2013
De terça a domingo, das 10h00 às 18h00